Há vídeos que não servem apenas para entreter, mas para nos lembrar do que o automobilismo já foi um dia: uma experiência puramente mecânica, visceral e analógica.
O registro acima é uma verdadeira máquina do tempo. Trata-se de uma volta a bordo (on-board) com ninguém menos que Mario Andretti, durante as 500 Milhas de Indianápolis de 1966.
Em uma época onde a tecnologia eletrônica sequer engatinhava, a pilotagem era resolvida no braço, no Direct, e na sensibilidade bruta do piloto com a máquina. Não existem telas digitais, assistências ou sensores complexos — o que você vê é o volante de madeira tremendo, o vento batendo no capacete clássico e as rodas dianteiras totalmente expostas trabalhando no limite da aderência.
Saudade do que não vivemos.
Aumente o som. O ronco desse motor não é apenas barulho; é a sinfonia de uma era onde os carros de corrida tinham uma alma mecânica inconfundível. Uma aula de história sobre rodas que nos faz questionar se a modernidade excessiva de hoje não acabou silenciando a verdadeira essência da velocidade.
